domingo, setembro 23

Stuck

Yes I'm stuck in the middle with you
And I'm wondering what it is I should do
It's so hard to keep this smile from my face
Losing control, yeah, I'm all over the place

Clowns to the left of me
Jokers to the right

Here I am, stuck in the middle with you

Eis aqui uma música bem catita dos Stealers Wheel. Especialmente o video clip. A primeira vez que o vi até achei normal. Mas agora quando revejo vou reparando nos pormenores e nas situações estranhas que retrata.

Primeiro reparei logo naqueles tipos jeitosos a tocar, as fartas barbas e a vestimenta muito à anos 70. E depois vem todo aquele esparguete, palhaços e homens com chapéus de côco... Uma mistura insana, sem dúvida. Que raio de dia estranho teve o tipo que se lembrou de colocar aquele barbudo na bateria, a dar ares de Jesus Cristo? Ou melhor, quem achou que seria sexy aquele raro exemplar da espécie feminina a comer um éclair tão sensualmente?

No mp3, o modo shuffle passa desta para uma dos Cardigans, curiosamente também com a expressão "stuck".

The four letter word got stuck in my head
The dirtiest word that I've ever said
It's making me feel alright.
For what it's worth I love you
And what is worse I really do

Este vídeo já é mais comedido diga-se. E no entanto, quando digo comedido há que ter em atenção que, embora não tenha cenas altamente nojentas envolvendo bolos de chocolate e massa, também o vídeo desta música raia um pouco os limites do típico vídeo. Neste temos um coelhinho do tamanho de uma pessoa crescida apaixonado. Mas, como provavelmente todos os coelhos hoje em dia, tem um final infeliz e é brutalmente atropelado por um comboio no final.

Dias estranhos que estes produtores de vídeos musicais têm.

I wonder...

sábado, setembro 22

Avril 14th

Para aproveitar bem o texto que se segue, siga os seguintes passos:
  1. Dirigir-se virtualmente ao site do youtube
  2. Escrever "Avritl 14"
  3. Escolher a primeira entrada que aparecer
  4. Fechar os olhos e ouvir a música com atenção, é pequena mas vale apena.
A primeira vez que ouvi esta música foi no filme Marie Antoinette. No filme surgia como pano de fundo a uma época da vida da rainha mais calma, quando ela passava dias inteiros num palacete só dela, a brincar com a filha, a ler com as amigas ou simplesmente em luxuosos descansos, numa preguiça que era difícil não invejar.

Talvez por isso associe sempre a música a ambientes mais bucólicos e tranquilos. Quando a ouço vejo vento azul, um chão de relva fresca e os raios de sol a atravessar o tecto verde e amarelo que as folhas dar árvores gigantes formam, o céu a aparecer recortado por trás. O que vês?

segunda-feira, abril 16

The beginning

Não é bem o começo, mas sim um recomeço, pois este blog já teve uma existênica, ainda que curta e só dotada de um post.



Mas pode ser que agora tenho vontade de o (re)começar como deve de ser.


Desta vez o primeiro post não será sobre o mistério por trás da expressão "banana ártica", mas sim sobre o nome do blog: Wizard of Oz. Na verdade não há nenhuma razão em particular para ter escolhido este filme. Faz-me recordar a minha infância (e a de toda a gente suponho), e o tempo em que sapatos com poderes de teletransporte ou coelhos brancos a fugir por tocas mágicas ainda faziam sentido. Essencialmente, recorda-me da altura em que a existência de reinos fantásticos era perfeitamente concebível e compatível com a vida comum.

Agora que penso nisso, vejo que os meus filmes e livros preferidos da altura eram os mais irreais, aqueles que desafiavam a lógica e abriam portas para mundos escondidos que eu poderia encontrar se me esforçasse. Porque naquela altura eu não era diferente dos heróis desses mundos.

Enumerando: primeiro temos o Feiticeiro de Oz, onde os leões têm medo e as estradas amarelas conduzem a cidades com nomes de jóias; depois vem a Alice no País das Maravilhas. Este sim, é surreal e chega até a ser psicótico, a hora do "chá" com uma lebre louca ou a história da morsa que comeu as ostras todas... Também gostava muito de um em que havia um armário mágico, que tornava os brinquedos que lá colocássemos em seres vivos e conscientes. E da História Interminável. Tudo contos onde os personagens principais não contavam ser heróis na sua própria história de embalar.

Voltando ao Feiticeiro de Oz, a minha personagem preferida era o espantalho. Nem sei bem porque, tinha aquele ar meio tosco e no fundo só queria um cérebro, coitadito. Além disso tenho a sensação que era o que mais gostava da Dorothy, foi até o primeiro que ela encontrou lá na "yellow brick road". As músicas então eram inesquecíveis. Ding dong the Witch is dead :) Ou a do Somewhere over the rainbow, claro. Mas essa existe em tantas versões hoje em dia que já nem tem o mesmo significado.

Prefiro a da bruxa.