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quinta-feira, outubro 11

Kiss me, oh kiss me



"Kiss me, oh kiss me

we've all been there too"




When the fight is over

and the storm is through

will you pick another

what will you get into?


So you stand in the corner

with those boxing gloves on you

you're all scared and lonely

we've all been there too


Kiss me, kiss me

if that can make it right

try me, defy me

just throw them on me

those failed expectations,

floods and aflictions

you're through

'cus I just might

take them home with me


And the cracks in the pavement

we've all fell there before

and bones built into skeletons

we've all been through that door


Kiss me, oh kiss me

if that can make it right

try me, defy me

just throw them on me

those failed expectations,

floods and aflictions

you're through

'cus I just might

take you home with me


Kiss me, oh kiss me

we've all been there too


Estou rendida a esta música do David Fonseca. É simplesmente genial. Tudo nela se conjuga para atingir a forma perfeita, o som, a letra, o ritmo com aquelas palmas e, claro, a voz dele.

No DVD "Dreams in Loop - Live", David Fonseca toca esta música mostrando-nos todos os arranjos que fez com ela e todos os sons intervenientes. Palmas, voz, um batuque de um instrumento qualquer engraçado que nem sei definifr, piano e acordeão. E depois mistura tudo aquilo, numa ordem que ele tão bem consegue definir na cabeça e (ainda melhor) transportar para o exterior.

É incrível como da cabeça dele saem todos estes sons, como ganha forma um pensamento cantado. Das mil e uma combinações possíveis que ele poderia arranjar com aqueles ritmos diferentes, contrói uma música que se vai desenhando e ganhando cor, forma, tom.

Sempre achei fantástico o processo criativo das músicas, algumas delas tão geniais. Interrogo-me como pode alguém misturar os sons certos de um modo também tão certo, tão natural. Tudo isto porque o meu ouvido não é lá grande coisa, e nestes mundos de músicos só sabe mesmo apreciar o trabalho dos outros, deixando para segundo plano quaiquer tentativas de fazer música. O meu ouvido é bem comportado, sabe que não nasceu para inventar novas miscelâneas de sons, limita-se a ficar ali quietinho a ouvir tudo com muita atenção. É um bom ouvido :)

domingo, setembro 23

Stuck

Yes I'm stuck in the middle with you
And I'm wondering what it is I should do
It's so hard to keep this smile from my face
Losing control, yeah, I'm all over the place

Clowns to the left of me
Jokers to the right

Here I am, stuck in the middle with you

Eis aqui uma música bem catita dos Stealers Wheel. Especialmente o video clip. A primeira vez que o vi até achei normal. Mas agora quando revejo vou reparando nos pormenores e nas situações estranhas que retrata.

Primeiro reparei logo naqueles tipos jeitosos a tocar, as fartas barbas e a vestimenta muito à anos 70. E depois vem todo aquele esparguete, palhaços e homens com chapéus de côco... Uma mistura insana, sem dúvida. Que raio de dia estranho teve o tipo que se lembrou de colocar aquele barbudo na bateria, a dar ares de Jesus Cristo? Ou melhor, quem achou que seria sexy aquele raro exemplar da espécie feminina a comer um éclair tão sensualmente?

No mp3, o modo shuffle passa desta para uma dos Cardigans, curiosamente também com a expressão "stuck".

The four letter word got stuck in my head
The dirtiest word that I've ever said
It's making me feel alright.
For what it's worth I love you
And what is worse I really do

Este vídeo já é mais comedido diga-se. E no entanto, quando digo comedido há que ter em atenção que, embora não tenha cenas altamente nojentas envolvendo bolos de chocolate e massa, também o vídeo desta música raia um pouco os limites do típico vídeo. Neste temos um coelhinho do tamanho de uma pessoa crescida apaixonado. Mas, como provavelmente todos os coelhos hoje em dia, tem um final infeliz e é brutalmente atropelado por um comboio no final.

Dias estranhos que estes produtores de vídeos musicais têm.

I wonder...

sábado, setembro 22

Avril 14th

Para aproveitar bem o texto que se segue, siga os seguintes passos:
  1. Dirigir-se virtualmente ao site do youtube
  2. Escrever "Avritl 14"
  3. Escolher a primeira entrada que aparecer
  4. Fechar os olhos e ouvir a música com atenção, é pequena mas vale apena.
A primeira vez que ouvi esta música foi no filme Marie Antoinette. No filme surgia como pano de fundo a uma época da vida da rainha mais calma, quando ela passava dias inteiros num palacete só dela, a brincar com a filha, a ler com as amigas ou simplesmente em luxuosos descansos, numa preguiça que era difícil não invejar.

Talvez por isso associe sempre a música a ambientes mais bucólicos e tranquilos. Quando a ouço vejo vento azul, um chão de relva fresca e os raios de sol a atravessar o tecto verde e amarelo que as folhas dar árvores gigantes formam, o céu a aparecer recortado por trás. O que vês?