
E esperando eu encontrar uma quinta rústica e típicamente holandesa (seja lá isso o que for), eis que se nos depara esta casa, perdida no fim da vila com 300 pessoas. Anfitriões - uma cadela irrequieta chamada Birkel, duas cabras, um porco e a preguiçosa Babushka, uma gata enorme. Na casa divisões e regras claras - andar descalços no andar dos quartos e só fumar erva nas salas específicas para tal. Claro, nem nos passou pela cabeça ir fumar droga para as outras salas!
Mais um tijolo amarelo nesta estrada de recordações, a viagem um atalho de aventuras e campos de flores que nos faziam adormecer (ou rir muito e dizer que queríamos encher o cabelo de tranças, a língua travada numa súbita amnésia de inglês).
Para nunca esquecer: a viagem interminável pelos diques holandeses, em bicicletas que não tinham travões, chuva torrencial a apimentar o dia cinzento. Espinhos nos pés, vodka no chantili, e um Quim Barreiros na televisão, versão língua-de-trapos.
P.S.:Recompensa-se com crepes de chocolate algum gentil amigo que saiba holandês e consiga traduzir a notícia.